sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Lembranças


A proposta de bordar “felicidade”, apresentada pela Jaci ao nosso grupo – Ciranda Bordadeira – caiu sobre mim como um desafio irrealizável. Menos pelo que significaria de bordado ou tempo, mais pelo sentido a ser atribuído à palavra por meio do bordado. Quanto mais pensava, menos via uma imagem bordável. Vilma e eu falamos muito sobre o tema... E rimos muito também em razão das conclusões a que íamos chegando sobre a felicidade e a vida... Ora pensávamos sobre a felicidade no sentido positivo: o que ela era. Ora a pensávamos em seu sentido negativo: o que ela não era. Ideias muito estapafúrdias nos vieram à mente. Demoramos a achar o “ponto certo” do bordado. Íamos fazê-lo juntas. Por impedimentos meus, fizemos separadas. Vilma e Jaci juntaram seus pontos e linhas e eu bordei o meu... O lindo dessa história foi que as nossas felicidades se encontraram, pois, em nossos panos e com nossos fios, bordamos as nossas pequenas felicidades...      


Olinda Evangelista
Florianópolis – SC

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