quarta-feira, 25 de abril de 2012


Quando fui convidada a participar do grupo Bordando os Sete fiquei muito feliz, pois me senti uma pessoa importante e que a minha querida professora Jaci confiava em minha capacidade de participar deste projeto. Depois caí na realidade e comecei a ficar angustiada. O temor começou em relação à escolha do artista, em seguida se estendeu ao tipo do tecido e as quais seriam as cores de fundo e, afinal, influenciou até mesmo o tipo de linha a ser utilizada no bordado. Em alguns momentos, com o término do prazo se aproximando, beirei o desespero.
A despeito de todas as incertezas, contudo, o bordado foi criando vida. E com ele, aos poucos, se originava uma família unida, em que cada uma dava palpite nos trabalhos alheios e acatávamos as sugestões de bom grado. Este trabalho foi o primeiro de uma série de muitos e me sinto lisonjeada por participar de um grupo coeso, alegre e com um objetivo comum, de mostrar quão belo é o bordado e quão bonita é a união de pessoas que se ligaram por um fio de linha, mas souberam, com ele, constituir uma forte trama, que originou o grupo Ciranda Bordadeira.
Adriana Lis Bellinello
05/04/2012

2 comentários:

  1. Muito bonito esse depoimento que mostra a realidade da arte que é suor, sacrifícios, aprendizado e amor. Parabéns pelo empenho (pois a obra ficou muito bela) e pelo texto tão verdadeiro.

    ResponderExcluir
  2. ver esse bordado ao lado do original foi uma surpresa! Como simples traços te ajudaram a construir essa composição tão bonita! Parabéns, Lis, seus medos foram só parte do processo (como todas nós, que também passamos por iso!). Mas a recompensa é conquistar a confiança no seu taco e, lógico, ver seu trabalho ser apreciado por muitos!

    ResponderExcluir